Os moradores de Feira de Santana foram surpreendidos no último fim de semana por uma ação promocional da Netflix que transformou a cidade em uma versão brasileira de Ba Sing Se, a lendária capital do Reino da Terra presente no universo de Avatar: O Último Mestre do Ar.
A iniciativa é uma ção promocional de divulgação da segunda temporada da série e levou ao centro da cidade uma grande escultura inspirada na obra.
Realizada no Paço Municipal, a ação explorou uma brincadeira bastante difundida entre os fãs da franquia nas redes sociais, que há anos associam Feira de Santana à cidade fictícia de Ba Sing Se. A comparação surgiu por conta da rodovia de contorno que circunda o município baiano, lembrando as muralhas que protegem a capital do Reino da Terra na animação original. Aproveitando essa identificação espontânea criada pelo público, a Netflix escolheu a cidade para sediar a ativação nacional de lançamento da nova temporada.
O principal destaque da ação foi uma escultura monumental construída com terra, elemento central da narrativa da nova fase da série. A instalação fez referência à chegada da personagem Toph Beifong, uma das figuras mais importantes da história e responsável por ensinar Aang a dominar a dobra de terra. A obra permaneceu aberta para visitação gratuita durante os dias 27 e 28 de junho, transformando o espaço público em um ponto de encontro para admiradores do universo criado por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko.
Por trás da impressionante escultura está o trabalho do artista potiguar Zaia Filho, convidado pela Netflix para desenvolver a peça especialmente para a campanha. Reconhecido por sua habilidade na modelagem em argila e outros materiais terrosos, o escultor foi escolhido justamente por sua experiência em trabalhar elementos que dialogam diretamente com a estética do Reino da Terra. A obra, produzida no Rio Grande do Norte e transportada para a Bahia, possui cerca de 2,20 metros de altura, 1,49 metro de largura e aproximadamente 300 quilos.
Em entrevista à imprensa, Zaia Filho explicou que todo o trabalho foi desenvolvido manualmente, utilizando técnicas artesanais de modelagem e escultura. Segundo o artista, a peça foi construída ao longo de cerca de um mês, recebendo apenas pequenos ajustes após sua instalação em Feira de Santana. O escultor destacou ainda que sua trajetória profissional sempre esteve ligada ao uso da argila como matéria-prima, característica que chamou a atenção da equipe responsável pela campanha da Netflix.
A repercussão da instalação ultrapassou os limites da cidade e ganhou alcance nacional após a divulgação de imagens nas redes sociais da Netflix Brasil. A ação reforçou o potencial de Feira de Santana como cenário para projetos culturais e promocionais de grande porte, além de valorizar o trabalho de artistas brasileiros que transformam a arte popular e os elementos da terra em experiências visuais de grande impacto.
Mais do que uma estratégia de marketing, a campanha aproximou a cultura pop do espaço urbano e celebrou a criatividade dos fãs que, ao longo dos anos, transformaram Feira de Santana na “Ba Sing Se brasileira”. A iniciativa mostrou como referências criadas de forma espontânea nas redes sociais podem ganhar dimensão real e ocupar as ruas da cidade, conectando arte, entretenimento e identidade local.







